Ato em homenagem a jovem vítima de feminicidio é realizado em Santa Maria

Vitor Zuccolo e Vitória Parise

Ato em homenagem a jovem vítima de feminicidio é realizado em Santa Maria

Foto: Halana Garcez

Um gesto coletivo de memória e reivindicação por justiça marcou o sábado (5) em Santa Maria. Familiares, amigos e integrantes de movimentos sociais se reuniram na Praça Saturnino de Brito para o plantio de um ipê-roxo em homenagem a Luanne Garcez da Silva, vítima de feminicídio em 2022. O ato foi realizado como um momento simbólico, já que seria o seu aniversário de 31 anos, mas também como manifestação pública contra a violência de gênero, visto que o ato foi feito na frente da frente à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
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A escolha do local carrega significado. De acordo com familiares, a praça era um espaço frequentado por Luanne, descrito por pessoas próximas como um ambiente de convivência, afeto e encontros. Já o ipê-roxo, símbolo do município, é marcada pela cor associada à luta feminista, em um gesto que busca manter viva a memória da jovem e reforçar o enfrentamento à violência contra mulheres.

Ato foi realizado em frente à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam)Foto: Halana Garcez

O plantio representa mais do que uma homenagem. A proposta é que a árvore simbolize a permanência da história de Luanne e a continuidade da luta por justiça.

Memória que se mantém presente
A mobilização ocorre em meio a uma série de iniciativas que buscam preservar a memória de Luanne dentro e fora do ambiente acadêmico. No final de março, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) inaugurou um Banco Vermelho em homenagem à estudante, no Centro de Educação, onde ela cursava Pedagogia.

O espaço integra um movimento internacional de conscientização sobre a violência de gênero e tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para os casos de feminicídio, além de incentivar denúncias. Durante a cerimônia de inauguração, professores e colegas relembraram a trajetória de Luanne. Ela foi descrita como uma jovem participativa, com forte presença entre amigos e marcada por atitudes de cuidado e solidariedade.

Em março, a UFSM instalou um banco ocmo forma de homenagem a jovemFoto: Vinicius Becker

O caso
Luanne Garcez da Silva tinha 27 anos quando foi morta, em abril de 2022, no Bairro Itararé, em Santa Maria. Conforme a investigação, ela foi asfixiada em via pública pelo então noivo, após uma discussão motivada por ciúmes. Imagens de câmeras de segurança registraram o crime e auxiliaram nas apurações. O suspeito apresentou diferentes versões inicialmente, mas posteriormente confessou o assassinato na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

A defesa apresentou documentos relacionados ao quadro psiquiátrico do acusado. Pela legislação, a condição de inimputabilidade pode ser considerada quando há incapacidade de compreensão do caráter ilícito do ato, o que pode influenciar na responsabilização penal.


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